A
história da civilização romana pode ser dividida em três fases:
Monarquia
ou Realeza, de 753 a 509 a.C.
República,
de 509 a 27 a.C.
Império,
de 27 a.C. a 476 a.C.
Monarquia
No
século VIII os italiotas ainda viviam de forma rudimentar. Ao mesmo
tempo em que os gregos começaram a colonizar o sul da península,
chegaram os etruscos, vindos da Ásia Menor.
Os
etruscos se espalharam formando algumas cidades e vivendo em
confederação, fizeram da agricultura (com novas técnicas que eram
desconhecidas para os latinos) a atividade econômica predominante.
Também desenvolveram o comércio e o artesanato mudando
profundamente a vida econômica em Roma.
Esse
desenvolvimento leva ao aparecimento da propriedade privada, é
formada uma aristocracia pelos patrícios. Os homens estavam
organizados em gens ou clãs, reunidos por laços consangüíneos ou
religiosos. Essas famílias eram patriarcais.
A
sociedade era formada ainda pelos plebeus e pelos escravos.
Durante
o século VI a.C. o regime de governo era monárquico. A partir de
625 a.C. Roma passou a ser governada por reis etruscos. O último foi
Tarqüíneo o Soberbo que adotou uma política favorável a plebe e
acabou deposto e expulso em 509 a.C. instaura-se então a República.
República
A
substituição da monarquia pela república visava concentrar o poder
nas mãos dos patrícios. Alguns plebeus haviam enriquecido, mas pelo
novo sistema, tornavam-se dependentes politicamente dos patrícios
que procuravam sistematicamente impedir que a plebe concentrasse o
poder nas mãos de um único governante.
A
estrutura administrativa que se firmou contava com os Cônsules
(eram dois, eleitos por um ano), Ditador (em caso de crise
era escolhido pra governar por seis meses com plenos poderes), Pretor
(administrava a justiça). Havia ainda o Censor, Questor,
Edil, Pontífice. Haviam também os órgãos: Senado,
Assembléia Curial, Assembléia Centurial e Assembléia Tribal.
As
Guerras Púnicas.
A
cidade de Cartago funcionava como um entreposto comercial que
dominava o comércio na região Ocidental do Mediterrâneo. O
crescimento de Roma levava as duas cidades a um choque de interesses,
os conflitos que se sucederam foram chamados Guerras Púnicas.
Apesar
de Roma ter sido ameaçada em vários momentos acabou vencendo a
guerra e tomou o controle de todo o Mediterrâneo Ocidental.
Os
romanos continuaram se expandindo, ocupando a Macedônia, a Ásia
Menor, a Grécia, o Egito e a Gália.
O
aumento das terras sob seu domínio transformou os romanos, eles
assimilaram diversos costumes dos povos conquistados, influências
orientais e gregas como a adoração a novos deuses e assimilação
do estilo arquitetônico usado pelos gregos, também é muito
importante a consolidação do modo de produção escravista.
Esse
desenvolvimento não significa que os romanos não tivessem
problemas, o grande número de escravos trazidos para Roma tirava a
ocupação dos plebeus. Esse processo aumenta as desigualdades
sociais sendo um fator de explicação para algumas revoltas.
Em
73 a.C.Espártaco liderou um grupo de gladiadores revoltosos que
ameaçavam o poder romano, apesar das dificuldades o governo
conseguiu controlar a rebelião, os rebelados foram severamente
castigados com seis mil escravos sendo crucificados ao longo do
caminho que ligava Cápua a Roma.
Os
latifúndios causavam insatisfação entre as camadas menos abastadas
da população livre. Os irmãos Graco e depois Tibério, tentaram
implantar uma espécie de Reforma Agrária mas não conseguiram,
Tibério Graco foi assassinado e seu irmão Caio suicidou-se.
As
sucessivas crises levaram um general forte ao poder, Caio Júlio
César chegou ao poder e conseguiu promover algumas reformas em Roma.
Desapropriou terras e distribuiu aos plebeus, proibiu o abuso do
luxo, reformou o calendário (criação do mês de julho, em
homenagem a Júlio César) porém César tentou obter o título de
rei mas recebeu forte oposição dos aristocratas e acabou
assassinado.
O
sobrinho de César após disputas com Marco Antônio e Cleópatra,
tornou-se o único senhor de Roma. Adotou a política do pão e circo
dando alimentos e diversão aos desocupados de Roma.
O
Império
Otávio
Augusto concentrou mais e mais o poder em suas mãos, as instituições
republicanas passaram a existir apenas formalmente, em 27 a.C.Otávio
recebe o título de Augusto (que significa “divino”) esse e
outros títulos como “Imperator”, “Sumo Pontífice” e Tribuno
Vitálicio lhe garantiam o poder total sobre Roma e as províncias.
Os
dois primeiros séculos da Era Cristã foram o período de apogeu do
Império, tanto em expansão territorial quanto em prosperidade
econômica. A partir do século III inicia-se um novo período de
crises que levam a divisão do Império em 395 por Teodósio, no ano
476 o Império Ocidental cai diante das invasões bárbaras.
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